Não sei se vocês leram na internet ou jornais a respeito da moça que foi convidada a se retirar de um estabelecimento pelo simples fato de estar amamentando o filho ali. Isso, pra mim, foi um ato preconceituoso e desumano. Exibicionismo, me corrijam se estiver errada, é o que vemos na televisão, na novela das 20:00h, na festa do carnaval. E não uma mãe que está alimentando o filho. Fome, ainda mais em bebês que não tem discernimento algum, não escolhe hora e nem lugar.
Pois bem, após ler sobre isso, acabei conseqüentemente chegando a alguns blogs de mães (quem me conhece sabe que eu AMO ler blogs maternos) E li sobre os benefícios da amamentação. E descobri que TODAS as crianças nascem com uma espécie de reflexo para mamar, ou seja, nas primeiras quatro horas de vida, a criança tem um reflexo de sucção prontinho para amamentação que vai sumindo conforme o passar das horas. Por isso muitas mulheres sofrem para conseguir fazer com que a criança pegue o seio depois. E o indicado é que a criança mame assim que nascer.
Logo, pensei com meus botões, mas o parto (cesariana ou normal) influi nisso? Perguntei pra minha mãe e ela disse que não. Fui pesquisar e percebi que sim.
E aqui, faço uma pausa para explicar que:
1- Cada um escolhe o que é melhor para sua família.
1- Cada um escolhe o que é melhor para sua família.
2- Eu não quero dar pitaco na vida alheia, apenas vou expor meu ponto de vista que é o que provavelmente farei quando chegar a minha hora de engravidar e
3- respeito, da mesma forma que espero ser respeitada, seu ponto de vista mesmo que ele seja diferente do meu.
Pois bem, pesquisando descobri que o Brasil é um dos países com maior número de cesárea eletiva no mundo. Que muitos obstetras nem sequer cogitam parto normal, e que quem quer sair desses parâmetros tem enfrentar preconceitos (!), ter um parto normal e se quiser sair ainda mais do parâmetro e ter um parto natural, tem que pagar.
Eles alegam que o normal, é cesariana.
Mas, se cesariana fosse normal -perdoe-me a comparação que farei- nós mulheres já nasceríamos com uma espécie de zíper na região. E não com um organismo capaz de entrar em trabalho de parto prontinho... (Claro que há casos e casos, vai da mulher saber escolher o que é melhor pra ela e para o filho naquela situação)
Um parto via cesariana é infinitamente mais perigoso, o risco de morte da mãe é 16 vezes maior, a possibilidade de infecção puerperal é de 30 a 40 vezes maior, pode haver problemas com a incisão, pode causar hemorragia, anemia, pode causar doenças da vesícula biliar e apendicite aguda.
EU não correria esses riscos elegendo uma cesariana, marcando a data de parto mais confortável para mim. Acho horrível isso. A criança, na maioria dos casos, entrou naturalmente, não foi? Então por que ela precisa sair dessa forma, correndo riscos como esses?
Fui pesquisar (me senti a repórter) e num hospital que se diz “amigo do parto normal” o índice de cesarianas eletivas é de 85%. Amigo do parto normal, oi?
A maioria dos médicos preferem a cesariana porque é tudo mais rápido, ele não tem que esperar o corpo da mulher trabalhar e logo, é menos trabalhoso. Vale contar que alguns planos de saúde fazem com que a mulher faça o pré-natal com um médico e o parto com outro. Muitas vezes, elas vão para o hospital na tentativa de um parto normal, acabam indo pra uma cesariana e recebem desculpas esfarrapadas. Ou seja, falta informação para essas mães.
Outros pontos negativos da cesariana é o risco da anestesia, e cesarianas subseqüentes (tem médico que não aceita de jeito nenhum fazer parto normal/natural se a paciente já passou por uma cesariana). A recuperação é bem mais lenta e há atraso na lactação.
O normal seria que a cesariana fosse feita somente quando: o bebê estivesse em posição anormal ou com padrões cardíacos anormais, quando há presença de cicatriz vertical no útero proveniente de uma cirurgia prévia, quando a criança é muito grande ou a bacia da mãe muito pequena, descolamento prematuro da placenta (que ocasiona hemorragias e falta de oxigenação fetal), encurtamento do cordão umbilical, mãe de primeiro filho idosa, eclampsia ou pré-eclampsia, insuficiência placentária, mãe hipertensa ou diabética.
Claro que toda história tem dois lados e o parto normal tem também seus prós e contras. O que difere é que são raros os casos que partos normais causaram problemas como: danos à pelve, ânus e uretra, incontinência urinária e fecal e problemas como bexiga caída.
Outro ponto que vale ressaltar é que, o maior índice de cesarianas fica para mulheres de classe média e alta. Enquanto mulheres de classe média-baixa tem o maior número de parto normal. Precisa de muita explicação nisso? Também aproveitei para perguntar a mulheres que tiveram partos normais e cesarianas qual dos dois elas preferiram. Todas elas responderam o normal.
Diz o ditado que se cospe pra cima, cai na testa. Eu odeio sentir dor. E não sou mãe, nem pretendo engravidar por agora. Mas, pesquisar coisas como essas me ajuda a formar a minha opinião. Pode ser que daqui a alguns anos eu tenha um ponto de vista diferente. Eu gosto de juntar dicas válidas para quando eu realmente precisá-las e eu ia até deixar essas informações guardadas, mas resolvi fazer o texto porque vai que eu possa ajudar a alguém?
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Parto normal hospitalar é aquele que a mulher pode ter algumas intervenções. Como, por exemplo, o "soro" que na verdade é ocitocina artificial, o hormônio que causa as contrações e que fará a dor ser mais forte, o uso da anestesia (que só pode ser administrada se você estiver com a ocitocina na veia), e, às vezes, é levada a uma episiotomia, que é o corte no períneo totalmente desnecessário na maioria dos casos.
Parto normal é aquele que você não recebe intervenção cirúrgica alguma. Ele pode demorar uma hora ou um dia, quem definirá o tempo é o seu organismo. Ele produz a ocitocina naturalmente, dilata naturalmente e expulsa* naturalmente. Sem intervenção alguma, sem anestesia alguma. Para esse tipo de parto existem profissionais chamadas doulas, que te dão todo o suporte necessário para que você consiga passar por isso. (Há, também, mulheres que não tem doulas e acabam conseguindo um parto sem intervenções "sozinha"). É necessário que a mulher esteja preparada emocional e fisicamente para isso. As doulas também fazem visitas após o nascimento para ajudar com a amamentação e esclarecer dúvidas.
*² O trabalho de parto é dividido em três partes: a primeira, são as contrações que começam irregulares e vão ficando mais regulares. A segunda, o expulsivo: que nada mais é quando a mulher está completamente dilatada e o organismo expelirá o bebê. A terceira fase é a saída da placenta.
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A maioria das coisas que os médicos nos dizem é pura desculpa pra fazer cesariana:
- Falta de Dilatação: Toda mulher é capaz de entrar em trabalho de parto, umas demoram mais outras menos. Agora é impossível alguém entrar em trabalho de parto, depois que já fez uma cesárea, né?
- Desempenho sexual comprometido por parto normal: Mentira. O relaxamento da musculatura pélvica não altera em nada. Já que ele se estica e contrai, voltando para o que era antes da dilatação.
- Bacia estreita: São menos de 5% de casos onde o bebê é grande demais pra mulher.
- Cordão Umbilical Enrolado: Hellooo, o cordão é ligado onde? Ao umbigo! A criança respira por onde? Pelo cordão e não pelas vias respiratórias, logo: se o cordão enrolar não tem risco de sufocamento. Sem contar que ele é formado de uma gelatina elástica que tem a capacidade de se adaptar a qualquer forma.
- Cordão Umbilical Enrolado: Hellooo, o cordão é ligado onde? Ao umbigo! A criança respira por onde? Pelo cordão e não pelas vias respiratórias, logo: se o cordão enrolar não tem risco de sufocamento. Sem contar que ele é formado de uma gelatina elástica que tem a capacidade de se adaptar a qualquer forma.
- Não tem dilatação no final da gravidez: Uma mulher pode chegar a 42 semanas sem dilatação, sem contrações fortes, sem perder o tampão e de uma hora para outra entrar em trabalho de parto e dilatar tudo o que é necessário. É impossível predizer como vai ser o parto por exames de toque durante a gravidez.
- Bebê passou da hora: Os bebês costumam nascer com idades gestacionais entre 37 e 42 semanas. Mesmo depois das 42 semanas, se forem feitos todos os exames que comprovem o bem estar fetal, não há motivos para preocupação. O importante é o bom pré-natal. Caso os exames apontem para uma diminuição da vitalidade do feto, a indução do parto pode ser alternativa pra fugir da cesárea.
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E voltando ao início do post, a amamentação deve ser mantida exclusivamente até pelo menos seis meses de vida da criança. E um alerta: Crianças em hospitais recebem água glicosada e complemento. Se você quer manter a amamentação exclusiva e não quer que seu filho/a receba isso, avise antes da criança nascer e peça pra ver o prontuário se desconfiar. As enfermeiras não podem dar sem que o médico prescreva.
Tudo o que foi escrito por mim aqui, foi pesquisado e pode ser encontrado pela internet. Também são informações que o GO pode esclarecer mais a fundo.
Minhas fontes são os blogs maternos que estão na lateral direita, do site parto do princípio, de ligações minhas a um hospital particular, e de um artigo escrito por Maria Falcão, médica e mestre em jornalismo pela universidade de Londres.

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