Como disse aqui eu tive um início de ano bom. (Pausa dramática para respirar e perceber que já estamos em Julho).
E o que vou focar nesse post, é o meu emprego. Eu recebi a vaga e fui toda feliz e contente trabalhar. Passei por um treinamento rigoroso, me policiei, fiz o que pude. Ia todos os dias, sorrindo e feliz. Até começar as aulas e o ritmo ficar puxado. (Pausa para explicar que isso não é corpo mole, sei que tem muita gente que estuda e trabalha e não é esse o ponto onde quero chegar) Aí, o desgaste chegou. A pressão no serviço aumentou -era meu primeiro mês, veja bem, tinha acabado de ser treinada. Logo, IMPOSSÍVEL eu dar resultado de que estava ali há meses, anos...- eu trabalhei com recuperação de crédito de uma operadora de telefonia celular que ADORA f*der com a vida dos clientes. E f*der ainda mais com quem trabalha nessa área. Depois da euforia do primeiro salário, eu comecei a pensar: será que vale a pena?
E aí, começou a minha tortura. Por um lado, eu queria sair, arrumar outro e dizer bye bye. Por outro, meu pai ficava me pressionando a não sair. E por outro - o mais importante deles - eu pensava no meu sonho. Lembrava-me PORQUE eu estava lá.
Entre o final do primeiro mês (04/03) e o meio do segundo (15/4) eu ia trabalhar chorando. Todos os dias. Chorava no ônibus, no metrô, no elevador. Na hora de almoço -pausa pra piada, "hora" nada porque só tinha 20 minutos-, voltava pra casa chorando e ia dormir chorando.
Pensei em sair aí. Minha mãe me aconselhou a ficar só pra eu guardar um pouco mais dinheiro.
Reduzindo a história.
Aguentei até 04/7.
Minha decisão de sair, por incrível que pareça, não foi pelo serviço em si. Depois de alguns dias você pega a prática, aprende a colocar aquele cliente chato no lugar educadamente. Eu fazia o meu melhor, não deixava cliente esperando na linha (algumas das negociações eram feitas por telefone), respondia cordial e prontamente; e quando ficava de verificar informações com a operadora retornava o contato em seguida. Muitos clientes me falaram que eu era a 'operadora anjo'. Nunca omiti nada pra eles -os clientes. Informava quando tirava juros, porquê eu poderia tirar, informava que parcelando se perde o desconto e que a entrada tem que ser no mínimo de 20% do valor líquido da dívida... Uma belezinha.
Entretanto, pessoas dentro da empresa que estão lá supostamente pra te ajudar, só pioravam a situação. Fofocas nasceram, a confiança - mais a minha para com eles do que eles para comigo- foi sumindo, as "brigas" se iniciaram, as indiretas se tornaram diretas e o ambiente foi ficando pesado.
Pesado ao ponto de eu não querer renovação de contrato quando o mesmo chegou ao fim.
E assim, eu coloquei fim a minha primeira experiência profissional.
Agradeço DEMAIS ao Júnior (Chefe de monitoria) Por ter me dado a chance e pelas palavras que ele me disse quando eu fui assinar os papéis de saída.
E também as pessoas boas que trabalhavam ali, lado-a-lado comigo diariamente.
MAAAAAS, o meu Deus não dá ponto sem nó.
No meio tempo, eu prestei ETEC. Curso técnico de Design de Interiores.
Passei! E iniciarei as aulas em 01/08. Depois de um módulo de curso, posso achar um outro estágio de dessa vez, por favor, que seja na área que eu gosto. Ou seja, agora querendo ou não eu teria que sair para fazer o curso.
Sentirei falta dos amigos da empresa, mas tenho certeza que esse foi o melhor pra mim. Sair antes que as coisas cheguem ao extremo sempre é o melhor.
Always better safe than sorry.
[Esse texto foi redigido em 15/7 Entretanto, quero deixá-lo arquivado no dia 05/7 o dia que eu realmente saí. Coloquei esse adendo para que não haja dúvidas referente as datas sendo que apenas fiquei sabendo o resultado da prova em 13/7. Pela atenção, obrigado.]
Julho 05, 2011
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